Três escritos de Marcos Vilalva, nascido há 70 anos na branca vila das açoteias (vila alva), a ribeirinha Olhão, hoje cidade, terra de lobos do mar e de moiras encantadas.
Escrevinhador mais por gosto que por convicção, Marcos Vilalva condensou seus incipientes vapores literários nas páginas de “Missangas Poéticas” (1972). Tomando balanço, aventurar-se-ia mais tarde a um primeiro romance, “O Cair das Máscaras” (1994). Catorze anos depois dá à estampa seu segundo romance, de cariz histórico, “A Saga dos Pereira Gomes” (2008)Sem sucesso, mas com muita teimosia, lança-se em mais um romance, "Crónica do Morto (2012)– quatro‘edições de autor’, quatro livros por divulgar.
Neste canteiro à beira-mar plantado, divulgar a obra… é obra!
A rede das editoras e distribuidoras tem a malha apertada. Mostra a experiência que quem se atreve a publicar por sua conta a risco dá um tiro no escuro, nas mais das vezes no próprio pé. Mas é preciso fazer passar a mensagem. Quem sabe… um dia… uma editora…? – pelo sim pelo não, aqui ficam os contactos:
marcos.vilalva@hotmail.com /
tel. 289 706395
“Alôôô, está Alguém aí...? – Crónica do Morto –“é um livro mais do outro mundo que deste. A história é contada por um infeliz que, tendo chutado na veia uma dose reforçada, deu por si já do lado de Lá. De início não atinava com o que lhe estava acontecendo. A confusão vinha-lhe sobretudo de perceber que, embora tivesse batido a bota, continuava a sentir-se ‘vivo’, e que os vivos não davam pela sua presença. Alma penada carregando o fardo de uma consciência pesada, tinha dificuldade em entender os mistérios da sua nova condição, até que, levado por mão amiga a uma sessão espírita, aí iniciou uma aprendizagem que lhe abriria horizontes de que antes nem suspeitava – isto porque, em vida, também ele não acreditava ‘nessas coisas’...
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